Nossa vida No Limite
Para quem gosta de acompanhar os realities da TV deixo aqui uma
reflexão, principalmente neste ano de 2021.
Quem acompanha as edições dos realities deste ano deve ter observado o
comportamento de alguns participantes dos shows e suas atitudes em relação a
seus adversários de jogo. Sim, porque um reality não é nada menos que um jogo.
Não estou
querendo voltar a uma discussão que já foi exaustivamente debatida pela
sociedade, mas sempre defendi que este tipo de jogo reflete o comportamento da
sociedade em relação a várias situações daquele momento.
Acontece
que assim que terminou o reality BBB iniciou-se o No Limite, curiosamente com
ex-participantes do BBB.
As
diferenças entre os dois jogos.
Primeiro as
propostas são opostas: no BBB os integrantes são inseridos em uma casa com
conforto, piscina, chuveiro, academia, camas, sofás, ar-condicionado, etc. Já o
No Limite os integrantes são inseridos em um ambiente hostil, pouca comida,
chuva, sem conforto nenhum.
A
atitude dos participantes.
O BBB deste
ano ficou marcado por atitudes intolerantes, fofocas, intrigas e outras coisas
do gênero. E fez um sucesso gigantesco, as pessoas conversavam
sobre isso, gerou cancelamentos na internet, gabinetes de ódio e torcidas
organizadas.
Já no
programa No Limite os participantes se ajudam, se estimulam, se
auxiliam para conseguir sobreviver em seu ambiente nada amigável. E
quando eles saem do jogo, alguns desistem, por já atingirem seus próprios
limites, agradecem a experiência, seus colegas e se desculpam por não conseguirem fazer mais pelos outros e pelo seu time.
Existe
uma cooperação entre os integrantes para atingir o objetivo
comum.
Mesmo
com suas diferenças pessoais, essas são superadas e tornam-se menores para
atingir o propósito maior.
E todos
eles têm a consciência de que vencerá apenas um.
Brigas
ocorrem? Claro, pois todos são humanos.
Mas são
discussões para atingir seus objetivos e suas metas.
Neste
sentido que eu defendo que devemos viver em mundo mais “No Limite” e
menos “BBB”.
Em matéria
de comportamento, este reality está nos ensinando uma lição de como deveria ser
nossa convivência em tempos de crise.
E o mais
curioso de tudo, eu diria o mais triste de toda essa estória, é que se formos
analisar, o BBB tem uma audiência infinitamente maior que
o No Limite. O BBB gera infinitamente mais debates
e conversas e influências que o No Limite.
Espero que
um dia o comportamento adotado pelos participantes desta edição do No
Limite se torne exemplo para as pessoas. Não só em relação a trabalho,
como podem pensar alguns, já que se trata de um jogo de 2 times, mas em relação
a nossa vida.
Esse padrão
de comportamento poderia tornar-se influenciador para nossas grandes
autoridades, nossos líderes, nossos políticos, nossos chefes, nossos gestores,
nossos amigos, nossos familiares, enfim, para nossa sociedade.
Principalmente
diante do momento que estamos passando.
Porque
se não nos unirmos não vamos conseguir vencer, pois ninguém faz nada
sozinho.
Ainda
que a vida seja um jogo de xadrez, o rei precisa do seu exército para vencer o
jogo.
Tomara um
dia as pessoas entendam que é muito melhor viver “No Limite” e se
ajudando do que viver se tretando.
Na nossa
vida, será que estamos vivendo da maneira mais parecida como o BBB ou
como o No Limite?
No nosso
trabalho, na nossa família, nas nossas relações pessoais... O que realmente
anda nos influenciando? Para quem estamos dando nossa audiência e nossa
atenção?
Talvez seja
o momento de prestarmos mais atenção aquilo que realmente nos influencia.
Está
na hora de começarmos a dar audiência para as atitudes certas.
Vamos
juntos da maneira certa, como um time unido, trabalhar para a reconstrução de
um mundo melhor.
Fica
a reflexão. Caso queiram compartilhar alguma experiência, sempre dentro dos
padrões éticos, serão muito bem-vindos!
Obrigada a todos que leram e se interessaram pelo assunto!

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