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| foto criada por ArthurHidden - br.freepik.com |
Tudo está sempre mudando o tempo todo. É tempo de evoluir.
Recentemente li um artigo que me fez refletir profundamente
sobre uma questão que há tempos tenho algumas ressalvas, mas que cresce e vem
ganhando forças a cada dia: a política de compartilhamento e os escritórios
abertos. https://bitlybr.com/froEFIhE .
Eu tive a oportunidade de trabalhar em alguns locais com a
chamada política de compartilhamento em escritório aberto. Note-se, não estou
falando em coworking, mas sim em um escritório de uma única empresa.
Talvez porque eu venha de uma geração com outros valores,
uma época que em que fomos treinados a lutar para conquistar aquilo que era só
nosso, seja um pouco difícil entender e aceitar o compartilhamento como uma
solução permanente às nossas vidas.
Para quem ainda não teve a oportunidade de trabalhar em um
ambiente desses, geralmente são salas grandes – ou nem tanto – onde cada pessoa
fica em sua estação por um determinado tempo. Assim que termina seu turno, esse
espaço é geralmente utilizado por outra pessoa. Todos compartilham a área de
lazer e geralmente os banheiros são divididos entre masculinos e femininos.
Como as pessoas reagem em ambientes compartilhados.
Os problemas começam a ocorrer quando, até mesmo por uma
questão estrutural e física, acaba não existindo privacidade e todos os colegas
escutam as conversas telefônicas, reuniões e calls. Minha dúvida: será que
todas as reuniões deveriam ser ouvidas por todos?
Vou relatar uma experiência pessoal: algumas pessoas, por
não entenderem que se trata de um escritório aberto, quando estão realizando suas
reuniões de vídeo, dependendo se se for um diretor ou gestor, por exemplo, não
querem permitir que outras pessoas passem por trás de seu computador. Isso
muitas vezes atrasa o horário de almoço ou saída dos colegas, ou ainda impede
que este se desloque para pegar algum material necessário para seu trabalho,
muitas vezes prejudicando-o em sua produtividade. E há também a questão dos
colegas que não devolvem a estação de trabalho em perfeitas condições de uso e
higiene para o próximo profissional que irá utilizá-la, sob a alegação de que
não está lá para fazer a faxina.
Economia compartilhada seria uma solução permanente para as
empresas?
Tirando as minhas impressões pessoais, um estudo de Harvard
concluiu que escritórios abertos deixam as pessoas mais isoladas,
https://bitlybr.com/gKvGr.
Eu particularmente defendo que para que eles funcionem de
maneira organizada deve haver um treinamento forte por parte das empresas a fim
de melhorar o convívio entre todos e a produtividade das organizações.
Porém, os ambientes compartilhados são muito viáveis
economicamente e as empresas devem se utilizar desse formato de para seu
crescimento. Mas em segundo momento, quando estiverem mais consolidadas
financeiramente, o objetivo de todos não será buscar um modelo mais
tradicional, priorizando mais privacidade em seus negócios?
Estamos realmente treinados e preparados para a cultura de
compartilhamento e escritórios abertos?
Com a crise da Covid-19, assim que retomarmos a reabertura
do país, com muitas empresas em dificuldades financeiras ou reiniciando, este
provavelmente será um mercado que voltará a crescer com muita força.
Várias pessoas foram obrigadas a trabalhar em home-office e
as dificuldades de se trabalhar em espaços compartilhados começaram a se tornar
mais real, uma vez que muitos tiveram que começar a produzir mesclando seu
ambiente familiar com seu ambiente profissional, aprendendo a separar as
tarefas do dia-a-dia, do profissional, pais de família, filhos, etc., tudo no
mesmo espaço.
Isso fez com que questões simples se humanizassem e
deixassem de ser queixas recorrentes de pessoas “chatas” para se transformar
nas dores de todos. Problemas simples como não serem interrompidos quando se
está concentrado, os outros não entenderem que você não pode dar atenção a
qualquer momento, alguém pegar seus materiais emprestado sem avisar e não
devolver, etc.
É preciso nos prepararmos cada vez mais para os desafios que
surgem diariamente.
Compreender e aceitar que as pessoas terão que seguir protocolos
rígidos para trabalhar com segurança e saúde. Algumas questões, antes
despercebidas por muitos, deverão ser revistas.
Questões essas não apenas com a higienização dos materiais e
das estações de trabalhos, mas também frente as nossas atitudes em relação ao
lugar do outro.
E sempre tirar boas lições das experiências vividas.
Um ótimo resultado disso tudo é que quando retomarmos a
nossa vida estaremos mais preparados. Teremos mais cuidados com os espaços, os
equipamentos de uso comum, o trabalho do colega.
Voltaremos mais conscientes e tolerantes para o convívio
social.
Os espaços compartilhados, como opção econômica, mais enxuta
e viável, serão muito bem vindos e úteis na nossa retomada até conquistarmos
novamente a nossa vida ideal.
Pensar no coletivo, valorizar as equipes e respeitar as
regras para alcançara o resultado positivo será cada vez mais fundamental nesse
processo.
E assim que tudo começar a melhorar voltaremos a usar nossos
espaços com mais segurança para gerar renda e crescer da maneira certa.
Vamos voltar mais unidos para retomar a vida, com saúde,
segurança e respeito a todos.
E você que utilizava dessa ferramenta de escritórios
abertos, coworkings, política de economia compartilhada para impulsionar seus
negócios... Já orientava seus colaboradores e colegas, definia regras para a
utilização dos espaços em prol da produtividade e do melhor convívio social?
#juntospeloproximonovo
#juntossomosmaisfortes
Fica a reflexão. Caso
queiram compartilhar alguma experiência, sempre dentro dos padrões éticos,
serão muito bem-vindos!
Obrigada a todos que leram e se interessaram pelo assunto.

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