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É tempo de ajustarmos o planejamento a fim de alcançarmos o
sucesso
“Acaba o ano e não acaba janeiro!(...) Como janeiro está
durando (...) no ano passado hoje já estávamos em julho”
Certamente todos nós estamos ouvindo frases nesse sentido.
Parece haver uma viralização sobre a sensação do tempo, que está passando
muito lentamente.
Antigamente, e não tão antigamente assim, as pessoas
desejavam alongar o mês de janeiro, pois isso significava ampliar as férias.
Hoje a queixa é a de que este janeiro não termina. Será que
todos estão querendo retornar ao seu trabalho, que o recesso não foi o esperado
ou as pessoas que estão trabalhando não tiveram folga?
O mês das férias, para quem está inserido no mercado de
trabalho, sempre costumava ser um tipo de descanso, principalmente para quem
vive nas grandes cidades.
Trata-se de um mês onde as grandes capitais tem menos
trânsito, o transporte público fica mais leve, as pessoas diminuem seu ritmo
naturalmente e pode-se tomar um fôlego para o ano que se inicia.
Mas este ano as queixas parecem contrárias. As pessoas estão
pedindo – ou reclamando – que venha logo o próximo mês.
Será que todas as rotinas são perfeitas e esta brincadeira
de que o mês não acaba seria uma ansiedade coletiva?
Eu me pergunto até que ponto se trata de uma brincadeira
que viralizou nas redes sociais ou está se transformando em uma ansiedade
coletiva.
Não cabe a mim julgar nem analisar ninguém, mas em tempos de
internet, com a comunicação na velocidade em que está, vale refletirmos um
pouco sobre a nossa percepção da velocidade do tempo e dos fatos. E como isso reverbera na maneira como nos comunicamos, no nosso comportamento e o
quanto somos imediatistas.
Lembro-me que há algum tempo a queixa era exatamente a
oposta: a de que o tempo corria demais. As pessoas costumavam dizer:
"Nossa, já acabou o mês? Já é carnaval? Páscoa? Daqui a pouco será natal, acabou o ano e eu nem percebi"
O que será que mudou para que a nossa percepção fosse
alterada dessa maneira? O tempo não alterou seu ciclo. A Terra continua sua
rotação como sempre foi. Arrisco dizer que a diferença está em nós.
Estamos cada vez mais intolerantes com o tempo da espera.
Queremos tudo agora ao alcance de nossas mãos na pulsação de nossos desejos. E
se ele não acontece mudamos de desejo. Ou de objetivo. Readaptamo-nos.
OK, mas o que isso tem a ver com a comunicação?
Aparentemente nada, mas na realidade tudo!
A partir do momento em que ficamos mais intolerantes com a
espera e queremos tudo neste exato momento, começamos a alterar como
nos comunicamos e nos relacionamos com o outro. E isso acaba se refletindo em
nossas relações: de trabalho, familiares e pessoais.
Sem perceber acabamos por exercer a comunicação violenta,
fazemos brincadeiras que não deveríamos, criamos problemas desnecessários com
outras pessoas...
Acabamos por interferir no espaço do outro, desejamos que a outra
parte tenha a mesma velocidade que a nossa - ou que imaginamos que ela
devia ter - e quando isso não acontece acabamos por nos frustrarmos e cobramos
o que outro não pode ou simplesmente não consegue nos dar.
Precisamos (re)aprender a capacidade de olhar para o outro,
enxergar o seu potencial, reconhecer que cada um tem seu tempo de
desenvolvimento e não apenas sairmos cobrando metas, muitas vezes impossíveis
de serem alcançadas.
Mas qual a relação disso tudo com nossa percepção de
que o mês de janeiro não acaba?
Talvez nós tenhamos traçado metas grandiosas demais para
este mês, que significa o início, e não conseguimos alcançá-las. Provavelmente terá sido um erro de cálculo em nosso planejamento. Aceleramos demais no final
do ano anterior e ignoramos que todo o início é sempre em um ritmo
bem diferente do final.
Enfim, as respostas podem ser diversas.
O que proponho aqui é que cada um faça sua análise, sua
reflexão do porquê estamos vivenciando essa sensação, raramente percebida nesse mês. Se essa impressão é apenas algo interno ou se ou está impactando
em nossas relações. E caso esteja atrapalhando nossas relações, se esse não
seria o momento de realinharmos nossas posições para agirmos de modo mais
assertivo.
Vamos aproveitar que o ano está apenas iniciando, que
janeiro ainda não acabou e transformar 2020 em um ano extremamente positivo,
com sucessos em todas as áreas de nossas vidas.
#comportamento
#inteligenciaemocional
Fica a reflexão. Caso queiram compartilhar alguma
experiência, sempre dentro dos padrões éticos, serão muito bem-vindos!
Obrigada a todos que leram e se interessaram pelo assunto.

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