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O seu marketing pessoal revela o profissional que você é atualmente?
Hoje eu venho propor uma reflexão sobre o nosso julgamento em
relação a aparência física, a maneira como nós nos vestimos e nos arrumamos, se
julgamos o outro pelo jeito como ele se veste, se já fomos julgados por nossa
aparência e o quanto isso altera nossa vida pessoal e profissional.
A comunicação acontece de várias formas e uma delas bastante relevante é a nossa aparência, o que faz toda a diferença quando almejamos algo, pois somos sempre julgados por ela. Podemos até negar, mas todos nós somos muito seletivos visualmente falando.
A comunicação acontece de várias formas e uma delas bastante relevante é a nossa aparência, o que faz toda a diferença quando almejamos algo, pois somos sempre julgados por ela. Podemos até negar, mas todos nós somos muito seletivos visualmente falando.
A forma como nos apresentamos e nos vestimos traduz muito de
nós e do grupo ao qual pertencemos ou estamos tentando pertencer. Cada grupo
possui seus próprios códigos de aceitação. E se não estivermos dentro dos
padrões adequados corremos o risco de não sermos aceitos por determinada
comunidade.
Às vezes não percebemos, mas dependendo do local que frequentarmos
se a nossa aparência não estiver de acordo com o esperado não será bem vista
pelas pessoas. E com isso existe a possibilidade de sermos considerados inferiores
e não merecedores de estarmos ali.
O contrário também pode ocorrer. Se a pessoa estiver usando
um figurino ou com uma aparência que seja entendida como muito superior ao que
é normalmente utilizado pelo grupo, por exemplo, também poderá sofrer as consequências.
Essas consequências, que eu costumo chamar de contrária
ou adversa, é a probabilidade de a pessoa sofrer consequências negativas simplesmente
pelo fato de o grupo julgar que ela seja muito superior a eles e não ter o
direito de estar ali. Isso sem antes mesmo dar a chance de conhecê-la
(pre-conceito).
A grande realidade é que cada grupo tem seus próprios
códigos. E esses códigos passam por questões culturais e comportamentais.
E como este espaço destina-se a refletir sobre questões
empresariais, a minha proposta aqui é transportar este tema para o ambiente
corporativo.
Quando levamos essas questões para o mundo corporativo ou
para o dia-a-dia em nosso ambiente de trabalho fica bem mais fácil, mas ao
mesmo tempo bem mais difícil de compreendermos tudo isso.
Algumas empresas possuem seus códigos próprios de
vestimentas, assim como os códigos de etiquetas comportamentais.
Mas qual seria a proposta de reflexão mais profunda por trás
dos códigos de aparência?
Como saber se estamos adequados ao perfil?
"O hábito não faz o monge!"
Então não basta ter apenas os códigos corretos de apresentação
pessoal. Sim, ajuda e muito, mas não é tudo. Ou para utilizar outro jargão da publicidade:
“A boa embalagem valoriza o produto!”
OK, uma boa embalagem é fundamental!
Mas além da boa embalagem é preciso que dentro dela tenha um produto de altíssima qualidade, caso contrário será apenas uma linda embalagem vazia!
Corremos sérios riscos de dispensarmos
belíssimos diamantes brutos pelo simples fato de estarmos procurando apenas as
joias lapidadas. E com isso podemos nos enganar e adquirirmos uma joia falsa.
Será que todos nós somos especialistas?
Acredito que todos já nos enganamos inúmeras vezes por
acreditarmos apenas em pessoas que estavam com seu marketing pessoal
corretíssimo, mas no momento da produtividade foi muito insuficiente. E não há
nada de errado nisso. Simplesmente porque somos humanos.
A questão é que podemos perder oportunidades com pessoas
corretas porque essas pessoas não estavam com sua aparência adequada no momento.
Não é fácil fazer a escolha certa sempre.
E sobre as nossas atitudes em relação a aparência dos outros?
Quantas vezes você, que está se propondo a ler este texto,
já passou por situações digamos difíceis, somente porque a outra pessoa não
aceitou a sua aparência naquele momento? Isso sem contar que há ainda a
possibilidade de o nosso marketing pessoal não estar adequado naquele momento
por estarmos passando por algum problema de saúde.
E nessas horas como devemos agir? Fazer reclamações formais seria
o caminho, mas e se a pessoa que nos agrediu – se é que eu posso usar essa
palavra – for um superior ou o próprio proprietário ou sócio da empresa? Existem
muitas pequenas empresas que movem este país e que não possuem uma grande
estrutura com a qual podemos contar para nos ajudar. Como fica a situação do chamado
agredido?
Sair do trabalho em nome do bem-estar? Mas muitas pessoas não
podem simplesmente se desfazer do seu emprego por razões diversas.
Quando traçamos um paralelo entre as empresas consideradas
mais bem-conceituadas e as empresas “menos conceituadas”, essa situação é muito
diferente? Ou ela é apenas mais velada?
E quando conseguimos mudar nossa aparência, deixá-la adequada, isso muda alguma coisa?
Porém essa mudança além de física deve ser também interna, acompanhada
de um conjunto de fatores que precisam atuar em nosso favor criando um ótimo
conteúdo, caso contrário voltamos a questão de que nos tornaremos apenas uma linda
embalagem - vazia.
Certamente todos nós já sentimos essas diferenças em algum
momento de nossas vidas, seja pessoalmente ou em nosso ambiente de trabalho. Para
alguns talvez tenha nos marcados mais profundamente, para outros nem tanto.
A minha proposta não é fazer um desabafo público e sim causar
uma reflexão a todos que leram até aqui.
Vocês já passaram por situações difíceis por causa de sua
aparência ou de seu dress code? Isso já prejudicou sua vida
profissional? Como foi sua reação, como vocês passaram a lidar com a situação e
como vocês estão lidando com seus colegas que não estão com seu chamado
marketing pessoal (aparência) adequado neste momento?
Fica a reflexão. Caso queiram compartilhar alguma
experiência, sempre dentro dos padrões éticos, serão muito bem-vindos!

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